Maglore
Teago Oliveira (voz/guitarra), Rodrigo Damati (voz/baixo) e Felipe Dieder (bateria) – Salvador/São Paulo – MPB/Pop Rock/Rock Psicodélico
Com influências internacionais como Wilco e Neil Young e grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Jorge Ben, Novos Baianos, Gilberto Gil, a banda traz um som muito atual, lembrando alguns sons gringos que compõem o indie rock/rock psicodélico atual. A banda conseguiu chamar atenção desde o primeiro dos três álbuns lançados, porém é no terceiro disco, intitulado de III, que a banda conseguiu transmitir o seu som mais puro e menos tímido de certa forma.
Letuce
Letícia Novaes (voz) e Lucas Vasconcellos (voz/teclado/guitarra/violão/sintetizadores) – Rio de Janeiro – MPB/Lounge music/Pop
O duo brasileiro formado em 2007 teve seu primeiro álbum lançado em 2009 com o nome de “Plano de Fuga pra Cima dos Outros e de Mim”, onde em um mix de sentimentos fortes impactou o público logo de cara. Lançou seu segundo álbum em 2012, intitulado de “Manja Perene”, que com suavidade conseguiu inovar dentro de um gênero tão confortável quanto a MPB. Ano passado (2015) a banda lançou seu terceiro disco, “Estilhaça”, mesmo após a separação do casal que forma a banda. Com um som mais maduro as músicas passeiam por várias emoções, muito por causa do instrumental forte imposto nesse último trabalho.
Não ao futebol moderno
Felipe Vicente (bateria), Kílary Burtet (voz), Pedro Appel (baixo) e Marco Bueno (guitarra) – Porto Alegre – Emo/Rock Alternativo/Pós-punk
A melancolia toma conta das composições da banda, principalmente no EP “Onde anda Chico Flores?” Lançado em 2014. Com melodias bem marcadas aposta justamente nas letras fortes para atrair seu público. Sua mixagem também chama atenção pela forma com que as vozes fogem do tom do instrumental.No seu segundo álbum, “Vida Que Segue” (2016) (quando tive oportunidade de conhecê-los) a banda imprime um tom diferente, e mesmo com os diversos estilos destacáveis no disco ainda é muito visível a influência norte-americana principalmente da era pós-punk.
Dingo Bells
Rodrigo Fischmann (voz principal/bateria), Diogo Brochmann (voz/guitarra e teclado) e Felipe Kautz (voz e baixo) – Porto Alegre – Rock Alternativo/Rock Psicodélico/Jazz
O trio gaúcho realiza através de um trabalho intensivo uma obra de canção popular, que une diversas influências sonoras como modo de achar o olhar essencial sobre nossas fragilidades de forma leve e feliz, ao contrário do que mostra a capa do último álbum, “Maravilhas da Vida Moderna”.
Bazar Pamplona
Estêvão Bertoni (voz/ guitarra), João Victor (guitarra) Pinguim Miranda (teclado/baixo), Rafael Capanema (baixo/teclado) e Rodrigo Caldas (bateria) – São Paulo – Rock Alternativo/MPB
A banda formada lá em 2005 tem grnade influência de sons clássicos como Beatles, Tropicália, Radiohead e atuais como Apanhador Só, Wilco e Pélico. Com dois álbuns lançados, “À Espera das Nuvens Carregadas” (2008) e “Todo Futuro é Fabuloso” (2012), a banda vem se preparando para seu terceiro disco.Seu som é deleite de felicidade feito de forma leve para através de seus acordes bem ritmados transmitirem uma felicidade crua, principalmente no último CD, onde deixou de lado os erros cometidos pelos excessos no primeiro álbum da banda.
Supercordas
Bonifrate (guitarra/violão/voz), Valentino (baixo/voz), Giraknob (guitarra) e Gabriel Ares (teclado) – Rio de Janeiro/Paraty/São Paulo – Rock Psicodélico
A banda que está desde 2003 nos brindando com um belíssimo som psicodélico soube ao longo do tempo se reinventar mesmo com as mudanças na formação da banda.Hoje faz um som diferente de tudo que você já ouviu, com grandes contrastes tanto nas composições quanto nas melodias, com letras que tramitam entre fortes críticas sociais e tranquilizantes neurais.
Gorduratrans
Felipe Aguiar (guitarra/voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria) – Rio de Janeiro – Noise/Shoegaze
Som rasgado e rebelde que incomoda gente chata, é assim que defino a banda. Muitos já chamaram o gênero de irrelevante e morto, mas bandas como essa provam que ele está mais vivo que nunca.Mesmo recente (2015) a banda já mostra para o que veio. Com um álbum redondo e muito bem construído chega a transmitir sua decepção e rancor interno de todos os modos, até na capa do seu único álbum, Repertório Infindável de Dolorosas Piadas.
Mahmed
Dimetrius Ferreira (guitarra), Walter Nazário (produtor), Ian Medeiros (baterista), Leandro Menezes (baixista) – Natal – Rock Instrumental Pauleira/experimental/eletrônico
Formada no nordeste brasileiro a banda instrumental traz uma sonoridade que instiga e ao mesmo te tranquiliza. O grupo formado recentemente teve seu primeiro EP lançado em 2013, “Domínio das Águas e dos Céus”, o que os colocou no mapa, porém o que lhes deram ainda mais visibilidade foi o fabuloso álbum lançado em 2015 “Sobre a Vida em Comunidade”. O baixo conversa com a bateria em um groove mágico e a guitarra detalhada em picos de agudos marcados dão o tom da coisa.
Terno Rei
Rodrigues (guitarra), Gregui Vinha (guitarra), Luis Cardoso (bateria), Victor Tombo (percussão) e Ale (voz/baixo) – São Paulo – Rock alternativo/MPB
Ouvindo a banda é possível destacar algumas influências, que começa por Nação Zumbi, passa por Pixies e finaliza com uma pitadinha de Radiohead. Mesmo com tantas influências a banda mantém sua autenticidade em cada som, seja pelas letras cotidianas ou pelos arranjos genuínos e precisos.Eles se definem como “um projeto novo com uma proposta singular que se apoia no minimalismo de seus integrantes”. Integrantes que por muitas vezes alternam nas formações tanto nas gravações quanto nos shows, o que gera um maior dinamismo e dá a banda uma maior liberdade criativa.
Nvblado
Renan Pamplona, Felipe Underlost, Felipe Mattos e Marcel Machado – Balneário Camboriú – Post-rock/Screamo
Nascida em 2007 a banda experimenta novos modos de se fazer música para trazer sons que discordem do que já vinha sendo feito, ou seja, buscam serem singulares, e conseguem. O primeiro álbum, “Afogado”, de 2013, traz uma melancolia explicita que te retrai e te angustia, mostrando quão pesado é o som dos caras, e isso era apenas o começo. Recentemente (2016) a banda lançou seu segundo álbum, intitulado “Água Rosa”, que marca uma nova fase grupo, de rompimento com aquilo que já era convencional. Uma boa dica é dar o play, fechar os olhos e se deixar levar.
Bilhão
Felipe Vellozo, Gabriel Luz – Rio de Janeiro – Pós-MPB/Shoegaze
Um bilhão de possibilidades, assim deve ser definida essa belíssima surpresa. Guitarras de sons macios e um conjunto que te abraça. No recente disco lançado (2016) que leva o nome da banda as músicas o convidam para leves sensações de aconchego, sem exageros.Mesclando letras em português e inglês a banda consegue o balanceamento perfeito entre melodia e vocal.
Lupe de Lupe
Cícero Nogueira (guitarra/bateria), Gustavo Scholz (guitarra/violão/vocz), Renan Benini (baixo/violão/voz) e Vitor Brauer (guitarra/violão/voz) – Belo Horizonte – Loud-rock/noise-pop/punk experimental
Cansados de uma fórmula pronta que havia sido entranhada nas bandas mineiras a Lupe de Lupe vem não só para fazer barulho, mas também na intenção de distorcer o pensamento com sinceridade musical. Com uma pegada bem alternativa/noise a banda lembra inúmeras vezes sons de bandas como Pixies e Sonic Youth.Com 2 EP’s e 2 CD’s lançados a banda é reconhecida em todo o Brasil pelo modo de produção independente de baixo custo com que realiza seus álbuns.
Ventre
Larissa Conforto (bateria), Gabriel Ventura (guitarra/ voz) e Hugo Noguchi (baixo) – Rio de Janeiro – Rock Alternativo/Stoner
A banda existe desde 2012, porém seus integrantes já se conheciam de longa data e até tocavam juntos algumas vezes, antes mesmo da criação do conjunto. Eles decidiram lançar duas músicas através de dois vídeos na internet e ir amadurecendo o Power trio durante as apresentações, para então quando estivessem preparados lançarem um álbum. E foi o que aconteceu.Então, em 2015 eles lançaram o CD que leva o nome da banda e que definem como “11 composições densas faz de cada ato instrumental uma explosão movida por temas como sexo, separação e isolamento”.Com todo mundo já rodado na cena não ficaria difícil de fazer um álbum que não fosse no mínimo excelente. Realizado de forma independente a banda chega com um disco repleto de influências e estilos que dão o tom da sua singularidade.
Quarto Negro
Eduardo Praça e Thiago Klein – São Paulo – Post-punk/Rock Alternativo
O duo formado em 2009 já lançou dois EPs e dois álbuns, um deles é “Desconocidos”, gravado em Barcelona, Espanha, considerado pela imprensa brasileira como um dos melhores discos do ano de 2011. Depois disso a banda decidiu realizar uma turnê pelo Brasil e se distanciar por um tempo dos estúdios. Em 2013, começaram a trabalhar em “Amor Violento”, concluído e lançado em 2015 com o documentário PDX-GRU, que mostra filmagens da gravação da dupla num estúdio em Portland e diversas bandas da cena da cidade americana.No seu segundo álbum de estúdio a banda paulistana nos brinda com um disco forte de grande carga emocional e que nos asfixia com um belo drama. Com guitarras fortes a banda consegue hoje tramitar por vários estilos, como o psicodélico, shoegaze, alternativo, etc.
