O cantor e compositor China após 5 anos sem material inédito, lança seu quarto álbum em carreira solo, intitulado Manual de Sobrevivência para Dias Mortos. Produzido por Yuri Queiroga, que também foi o responsável pela instrumentação orgânica, além das programações e samples, o disco contou também com o percussionista Lucas dos Prazeres, além de trazer o própria artista em sons de baixo e samples. Com uma abordagem extremamente original, além de carregar um tom crítico, o disco sintetiza de uma forma bem estruturada, os problemas do Brasil e as mazelas que ocorreram entre o período de um disco para o outro. China descreve de forma crua e direta os retrocessos que ocorreram no país a partir de 2016 e que se agravaram no momento atual. 


Alice Caymmi – ELECTRA

Alice Caymmi, sempre está buscando novos ares para sua carreira, busca trazer originalidade e conceito em cada registro lançado. Após a abordagem mais pop e comercial apresentada em ALICE, eleito um dos melhores discos de 2018 por diversos sites, a cantora carioca entrega uma obra com diversas versões de canções originalmente cantadas por grandes intérpretes da música brasileira como Tom Zé, Tim Maia, e Fagner.Desconstruindo tais canções de forma original, a cantora apresenta algo que já havia feito no excelente Rainha dos Raios (2014), com a única diferença que aqui se é usado apenas voz e piano de Itamar Assiere. Produzido por DJ Zé Pedro em parceria com a cantora, ELECTRA foi gravado nos estúdios da Red Bull e mostra a visceralidade e a teatralidade das interpretações dadas pela cantora, através de sua voz grave e potente, e mais do que nunca segura, se apropriando das canções como se elas originalmente pertencessem à ela. Entre as faixas está Diplomacia, versão da canção de Maysa que ganhou um videoclipe vertical e foi destaque.


Iconili – Quintais

Uma das bandas mais expressivas da música mineira e da música instrumental brasileira, traz em seu disco intitulado Quintais, o que o grupo entregou de melhor até hoje em sua sonoridade, mesclando o rock progressivo instrumental presente nos primeiros trabalhos, fundidos no afrobeat evidente em obras mais recentes. Atualmente em nova formação, o grupo apresenta no sucessor de Piacó (2015), 9 faixas distribuídas em quase 40 minutos, concebidas a partir de um isolamento do supergrupo em um pequeno distrito deAndré do Mato Dentro, em Santa Bárbara, na região da Serra da Gandarela, em Minas Gerais. Iconilientrega em seu novo trabalho, sonoridades construídas a partir de diversas camadas, sobrepostas entre vocalizações, uma abordagem inédita para o grupo.


Boogarins – Sombrou Dúvida

Uma das bandas mais importantes da cena independente brasileira atual, a  Boogarins traz em seu quarto registro um recorte do que vem apresentando em trabalhos anteriores, principalmente nos últimos discos Lá Vem a Morte (2017) e Manual (2015). Apresentando esta fusão em Sombrou Dúvida o disco possui uma abordagem singular e amadurecida principalmente na produção, que traz construções mais limpas. Além disso, a banda dá lugar para outras possibilidades, não se segurando necessariamente na música psicodélica, apresentando também experimentações sonoras e novos elementos, principalmente da música brasileira como a viola caipira de Bonifrate, e de ritmos predominantemente goianos.


Rente – Jair Naves

Fundador e vocalista da banda Ludovic, o cantor Jair Naves lança seu terceiro disco e sucessor de Trovões a Me Atingir (2015). Rente apresenta uma narrativa construída com o objetivo de dar um maior destaque nas composições. Através de uma sonoridade com diversas experimentações que se aproximam do punk rock, trazendo arranjos crus e diretos, o disco se apresenta em caráter político, abordando à respeito das instabilidades do sistema do país, a disputa do poder e a manipulação religiosa. Além disso, o disco sintetiza o sentimento de angústia pessoal ao observar as mazelas e retrocessos sob a perspectiva de um não-lugar, abordando também as inseguranças, ansiedades e medos diante de tantas incertezas que nos cercam atualmente. 


Falso Coral – Delta

O grupo paulistano/mineiro Falso Coral, formada por Bemti (que debutou em carreira solo com o era dois,  Bella M. (vocais), Guilherme Giacomini (sintetizadores e programações), Henrique Vital (baixo) e Pedro Lauletta (bateria), lança seu primeiro álbum de estúdio, sucedendo o ótimo EP Folia, lançado em 2016. Com 10 faixas, Delta que foi trabalhado ao longo dos últimos três anos, traz uma sonoridade próxima de ritmos acústicos e orgânicos, evidenciando a viola caipira de Bemti, mas também trazendo referências de elementos contemporâneos como a música eletrônica. Produzido por André Whoong, o disco conta a com mixagem de Luis Calil e masterização de Florência Saraiva, e entrega uma atmosfera predominantemente solar, que aborda na maioria de suas composições os sentimentos e as relações pessoais. O disco ainda conta com as participações de Antiprisma,Santa Jam Vó Alberta e Tiê, que empresta sua voz na ótima faixa Faísca,

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